CLEPTOMANIA. MANIA DE ROUBAR - parte 2

September 28, 2016

 

 

 

 

Este meu segundo artigo sobre o tema da cleptomania traz alguma contribuição em relação ao anterior. Parece que sobre este tema, temos sempre algo mais a ser dito, uma vez que devido a delicadeza do mesmo, o indivíduo que sofre deste transtorno leva muitos anos para procurar um tratamento devido uma vergonha intensa, bem como problemas legais, sociais, familiares e ocupacionais. Normalmente, a cleptomania tem seu seu início no final da adolescência ou no início da vida adulta. Estudos recentes mostram ser mais comum em mulheres. É um transtorno incapacitante, também denominada furto compulsivo, que resulta em angústia e consequências legais significativas. O manual médico diagnóstico e estatístico de doenças mentais, O DSM-IV-TR estabelece os seguintes critérios diagnósticos para a cleptomania: 1) incapacidade recorrente para resistir aos impulsos de furtar objetos desnecessários ao uso pessoal ou por seu valor monetário; 2) sensação crescente de tensão antes de cometer o furto; 3) prazer ou alívio na hora de cometer o furto; 4) o furto não é cometido para expressar raiva ou vingança e não é uma resposta a um delírio ou alucinação; e 5) o furto não se deve ao transtorno de conduta ou ao transtorno de personalidade anti-social. Os acometidos por este transtorno o descrevem como um impulso para furtar como “incontrolável,” ou “moralmente errado”. Um sentimento de prazer, gratificação ou alívio é vivenciado no momento do furto, contudo descrevem sentimentos de culpa, remorso ou depressão logo após o ato. Os indivíduos com cleptomania sofrem prejuízo significativo em sua capacidade de funcionar social e ocupacionalmente. É muito grande a quantidade de pacientes que nos relatam pensamentos intrusivos e impulsos relacionados a furtar que interferem em sua capacidade de concentração em casa e no trabalho. Passam por situações constrangedoras por terem que se ausentar do trabalho para furtar nas lojas. Existe um prejuízo funcional que os indivíduos com cleptomania vivenciam, relatando também uma qualidade de vida ruim. Este transtorno pode vir associados, em alguns casos, com ideação suicida, porque acreditam que se morrer acaba o sofrimento, assim como depressão, transtorno de ansiedade e personalidade.Temos relatos também de altos índices de transtornos de humor, por uso de álcool e de cleptomania nos familiares de primeiro grau. Devido a vergonha, o importante é que o familiar ou amigo que saiba do problema, oriente para que o portador do transtorno busque ajuda o quanto antes.

 

francilenetorracapsicologa@gmail.com

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